quarta-feira, 25 de maio de 2011

AUMENTA A DÍVIDA EM SALVATERRA (e diminui em Almeirim e Benavente)!

No post anterior demos conta da evolução negativa que se verifica na Câmara Municipal de Salvaterra de Magos no que ao prazo médio de pagamentos a fornecedores diz respeito. Vimos que o executivo se porta bem - isto é, paga a horas - no período eleitoral. Mas depois, à medida que os meses e anos vão passando, o executivo vai fazendo vista grossa e paga cada vez mais tarde, num sinal claro de falta de respeito pelas empresas e empresários com quem estabelece relações comerciais.

Agora interessa ver outro dado: o da evolução das dívidas a fornecedores entre 2008 e 2009. De acordo com a DGAL (Direcção Geral das Autarquias Locais), o município de Salvaterra continua a portar-se mal quando comparado com os dois municípios vizinhos com os quais tem de competir, Almeirim e Benavente.

Vejamos:

ALMEIRIM:
2008 - Dívida do município de Almeirim aos seus fornecedores: 1.027.388,87€
2009 - Dívida do município de Almeirim aos seus fornecedores: 729.954,36€A
A DÍVIDA A FORNECEDORES BAIXOU 297.434,51€

BENAVENTE:
2008
- Dívida do município de Benavente aos seus fornecedores: 920.716,51€
2009 - Dívida do município de Benavente aos seus fornecedores: 688.319,96€
A DÍVIDA A FORNECEDORES BAIXOU 232.397,15€

SALVATERRA DE MAGOS:
2008 - Dívida do município de Salvaterra aos seus fornecedores: 1.292.598,55€
2009 - Dívida do município de Salvaterra aos seus fornecedores: 1.955.258,87€
A DÍVIDA A FORNECEDORES SUBIU 692.660,32€

Daqui concluimos que:

1. Em 2008, o município de Salvaterra era, dos três, o que mais devia aos seus fornecedores.

2. Em 2009, o município de Salvaterra continuava a ser, dos três, o que mais devia aos seus fornecedores.

3. De 2008 para 2009, o município de Salvaterra foi o único que agravou a dívida aos seus fornecedores. Os outros baixaram!

4. Com este comportamento, o executivo em Salvaterra continua a afastar empresas e empresários (com o prejuizo que isso acarreta na criação de emprego no concelho), os quais encontram muito mais apoio e resposta em Almeirim ou Benavente. Pobres fornecedores: a Câmara paga-lhes cada vez mais tarde e deve-lhes cada vez mais!

5. O agravamento desta dívida indicia graves erros de gestão por parte de um executivo que faz o que a esquerda sabe fazer: tratar mal os empresários e ser incapaz de travar a despesa.


Ora, Salvaterra precisa de uma mudança; precisa de uma equipe de cara lavada, sem «culpas neste cartório» e que dê a cara por um novo modelo de gestão económica, política e social. O PSD é a mudança que Salvaterra nunca teve! Mas está a chegar a hora...


Contamos consigo; conte connosco!


Um abraço de esperança do


Luís Melancia


(Comece já dia 5 de Junho... e vote PSD).







sexta-feira, 20 de maio de 2011

Eleitoralismo na gestão corrente da Câmara Municipal

Nos termos da alínea a) do n.º 20 da Resolução do Conselho de Ministros n.º 34/2008, de 22 de Fevereiro, a Direcção-Geral das Autarquias Locais publica na sua página electrónica na Internet, o prazo médio de pagamento de cada município.

Os dados utilizados para os cálculos são reportados pelos próprios municípios.

Da análise da última listagem publicada, retiram-se as seguintes conclusões:

Desde a data das últimas eleições autárquicas (Outubro de 2009) que a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos vem, consecutivamente, a agravar o prazo médio de pagamento a fornecedores.

De facto, se em ano de eleições autárquicas a Câmara Municipal pagava num prazo razoável a fornecedores (38 dias), actualmente, depois de reeleito, o executivo da Câmara Municipal parece ter-se esquecido de “pagar a tempo e horas”.

No final do ano de 2010 a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos já demorava, em média, 130 dias a pagar as suas dívidas, ou seja, quase 5 meses.


Há que notar ainda que nos dois municípios vizinhos, Almeirim e Benavente, a realidade é completamente diferente: de acordo com a mesma fonte, o prazo médio de pagamento em Almeirim é de 34 dias e em Bevanente é de 33 dias! E o resultado está à vista: a actividade empresarial em Almeirim e Benavente envergonha Salvaterra de Magos. Comparado com os concelhos vizinhos, Salvaterra é, infelizmente, um buraco insalubre onde é cada vez mais difícil viver.

Esta situação é inaceitável e ilustrativa de uma gestão mais preocupada com o calendário eleitoral do que com o orçamento das famílias e das empresas.

É URGENTE A MUDANÇA!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Opinião de Paula Teixeira da Cruz

"Ao deixar o país na iminência de não poder pagar sequer os salários da função pública e as reformas, já em Junho, o actual primeiro-ministro deu a última de muitas machadadas no Estado Social que tanto diz defender: deixa o país sem dinheiro, sendo que sem dinheiro para redistribuir não há Estado soberano quanto mais Social."
in Correio da Manhã - 12-05-2011

Popularidade

A praticamente uma semana do primeiro e único frente-a-frente televisivo entre José Sócrates e Passos Coelho que se realiza no próximo dia 20 de Maio, na RTP, o líder do PSD está a recuperar mais do que o líder socialista. No último mês, o saldo de Passos Coelho melhorou 5,6 pontos enquanto o de Sócrates apenas 1,5. Entre opiniões positivas e negativas, Passos tem um saldo de -23,6 enquanto Sócrates, o mais impopular de todos os líderes partidários, se fica pelos -45,5%.
in Diário Económico – 12-05-2011

Oposição aposta no isolamento pós-eleitoral do PS de Sócrates

Bloco Central? Nem pensar. Acordo parlamentar? Sim. O PSD de Passos Coelho aceita, quanto muito, um acordo parlamentar com o PS. Partindo do pressuposto que vence as legislativas de 5 de Junho. E se o PS ganhar por poucos? Aí, os socialistas já se viram para o CDS de Paulo Portas. Afinal, os entendimentos com Passos são difíceis. O problema nesta aritmética pós-eleitoral é mesmo se PS e PSD não formam maiorias absolutas com o CDS-PP. Aí, tudo se baralha.
in Público – 12-05-2011

Passos Coelho acusa PS de "desconfiar da sociedade"

Pedro Passos Coelho acusou ontem, em Viseu, o PS de "continuar agarrado à ideia de que é o Estado que faz tudo, ou, não fazendo, tem de controlar". O líder do PSD, que falava no encerramento de um congresso intitulado Mudar com a Sociedade, argumentou que tal acontece porque o PS não tem confiança na sociedade portuguesa: "Quando olha para as Misericórdias, olha desconfiado; quando olha para as associações comerciais e industriais, olha com desconfiança; quando olha para a sociedade civil, olha-a com desconfiança".
in Público – 12-05-2011

Passos Coelho e Portas juntos conquistam maioria absoluta

O “Diário Económico” enche a capa com a imagem de Pedro Passos Coelho, no dia em que revela os novos números das intenções de voto. Depois de o líder do PSD ter apresentado as suas ideias para o país, as intenções de voto no partido subiram 4,4% para os 39,7%. Com o Partido Socialista aconteceu precisamente o contrário, caiu 2,7% para os 33,4%. A diferença entre os dois principais partidos passou, por isso, a ser de 6,3 pontos percentuais, praticamente o dobro da margem de erro (3,45%). A par com o PSD, o partido de Paulo Portas também sobe ao longo do último mês, passando de 7,5% para 9%.
in Diário Económico – 12-05-2011

Salvaterra apresenta miltante para integrar a lista de deputados à AR

A Comissão Política do PSD/Salvaterra decidiu, por proposta do seu Presidente, convidar o militante e presidente da JSD de Salvaterra, Alírio Belchior, a ser o candidato a deputado
à Assembleia da República apresentado por esta secção.

É com muito agrado, por isso, que vemos a nossa secção assumir a responsabilidade e a vontade de participar activamente em todas as frentes do processo político distrital, indicando um seu militante para esta lista. Agradecemos ao militante Alírio Belchior a disponibilidade para participar e colaborar desta forma com o Partido e com esta secção, sabendo que é uma tarefa exigente.

Ainda uma palavra de apreço dirigida ao Presidente da Comissão Política Distrital, Dr. Vasco Cunha, por ter considerado a proposta desta concelhia.

Luís Melancia

terça-feira, 10 de maio de 2011

Passos diz que o país é capaz de ultrapassar crise

"É isso que eu espero no dia em que se comemora a Europa se possa dizer de Portugal para o exterior: nós somos capazes, o facto de termos sido governados durante alguns anos por incapazes não quer dizer que o país não seja capaz", afirmou o líder do PSD, durante a apresentação do livro "Novo Dicionário de termos europeus". Passos Coelho voltou a criticar a decisão do Governo de adiar o pedido de ajuda externa, tentando "durante muito tempo evitar assumir a responsabilidade pelas políticas erradas que foram prosseguidas".
in Jornal Notícias – 10-05-2011

Passos Coelho já convidou Catroga para as Finanças

Em Novembro Eduardo Catroga completa 69 anos e por essa altura, se o PSD vencer as próximas eleições, terá gabinete no Terreiro do Paço. Pedro Passos Coelho convidou o antigo ministro das Finanças de Cavaco Silva para assumir novamente a pasta e Eduardo Catroga já garantiu ao líder do partido que, se os sociais-democratas vencerem as próximas eleições, está disponível para fazer parte de um futuro Governo, sabe o “i”.
in i – 10-05-2011

TSU: PSD estuda aumento do IVA na restauração

Os efeitos da subida da taxa de IVA na restauração estão a ser avaliados pelo PSD. O partido está a estudar formas de compensar a quebra de receita provocada pela redução da taxa social única (TSU) prevista no programa eleitoral dos sociais-democratas para as empresas exportadoras e a restauração é vista no cerne do grupo técnico de trabalho "com um bem de luxo". O partido quer "salvaguardar o cabaz alimentar básico e os interesses das classes mais desfavorecidas", garantiu António Nogueira Leite. E o aumento do imposto sobre o tabaco e sobre o vinho está igualmente a ser ponderado para compensar esta descida da TSU até 2015, conforme já admitiram Carlos Moedas, conselheiro económico do líder do PSD, Passos Coelho, e Eduardo Catroga.
in i – 10-05-2011

Menezes diz que votar Portas é votar Sócrates

Luís Filipe Menezes afirmou ontem ser "claro que votar em Paulo Portas é votar em Sócrates", criticando o "entendimento tácito" que parece existir entre os dois. Menezes realçou que "só há dois candidatos a primeiro-ministro e não adianta a Portas dizer que é candidato que isso é uma brincadeira. Também podia dizer que era candidato a secretário-geral da ONU que vale o que vale". Por isso mesmo, esclareceu que, "do ponto de vista político", é preciso lembrar que "entre os que se afirmam como candidatos a primeiro-ministro, só um é que não está comprometido com estes 16 anos de descalabro que é Passos Coelho.
in Público – 10-05-2011

Na política, quem arrisca nem sempre petisca

Bruno Proença refere que “as propostas de Pedro Passos Coelho estão a marcar a agenda política porque o PSD teve coragem e arriscou. O programa eleitoral está bem estruturado e tem personalidade própria. Pedro Passos Coelho mostrou que tem ideias distintas das apresentadas por Sócrates. Ideias mais liberais, é verdade. Mas isso não é uma doença contagiosa. O excesso de Estado - na sociedade, na economia e na política - é o pai da crise económica e financeira que afecta Portugal”.
in Diário Económico

Governo de salvação nacional? Só se for com aquele produto que cola cientistas ao tecto

Sócrates - que desfez todos os partidos sem excepção e o FMI -, parece agora um lobo com pele de cordeiro, disponível para todas as alianças. Passos Coelho já excluiu a reedição do Bloco Central - o que não sendo politicamente correcto, é clarificador. E Portas? Aceitará ele uma coligação com o PS? E tomará uma posição definitiva sobre o tema antes de dia 5 de Junho? Ou a hipocrisia e o calculismo, tão intrinsecamente nacionais, vencerão?" pergunta Miguel Coutinho.
in Diário Económico - 10-05-2011

A "tragicomédia" protagonizada por Sócrates

Além de gerir a crise de forma "aterradora", José Sócrates "protagonizou um momento de tragicomédia" ao comunicar ao país que o acordo com a troika é melhor do que o grego ou o irlandês e que a sua aplicação não será muito dolorosa, escreveu, Domingo, no "Financial Times", Wolfgang Münchau. O colunista do diário financeiro inglês lembra que o pacote tem "cortes selvagens" na despesa, congelamentos de pensões e salários no sector público, aumentos de impostos e ainda prevê dois anos de recessão "profunda".
in Diário de Notícias - 10-05-2011

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O PS aos tiros... nos pés.

Para ver se nos entendemos: o documento e as declarações da troika são um atestado de incompetência para o governo. Ponto final. Mais: o documento é a negação ideológica do PS enquanto partido socialista . Mas isso fica para depois. Hoje, vamos prestar atenção apenas às derrotas de Sócrates presentes no documento e nas declarações da troika. É só contar. É-cada-tiro-cada-melro.

Para começo de conversa, a troika criticou os adiamentos e os fingimentos de Sócrates na demora do pedido de ajuda. Ou seja, a troika colocou em causa o teatrinho de Sócrates dos últimos meses. Um teatrinho que nos vai custar milhões e que nos colocou numa posição mais frágil para esta negociação. Depois, a troika desarmou a propaganda dos últimos dias: não, não se pensou em cortar no 13.º e 14.º. É preciso mais? A troika disse que o PEC IV não era suficiente, tal como Passos e Portas sempre afirmaram. O PEC IV mexia nas pensões mais baixas; o memorando da troika evita isso, seguindo assim Paulo Portas. Para evitar mexer nas pensões mais baixas, a troika aumentou o IVA, tal como Passos previa. A troika disse que é preciso fazer uma auditoria clara, tal como o PSD pedia. A troika atacou o TGV e o aeroporto, tal como Portas, Passos (e Ferreira Leite) pediam. A troika deu mais um ano para a correcção do défice, tal como Passos pedia há uns meses. A troika mudou a lei laboral, tal como CDS e PSD (cada um à sua maneira) têm defendido. A troika atacou a gordura da CGD (os seguros), seguindo assim Passos. E há mais.

Seja qual for o ângulo de análise, o governo perde em toda a linha, e o CDS e o PSD vêem os seus pontos confirmados. Até porque - repito - o PS deixou de ser o velho Partido Socialista a partir do momento em que aceitou o documento da troika .


Henrique Raposo (in Expresso)

Sócrates e Passos não estarão juntos no próximo Governo

Uma garantia: Passos Coelho e José Sócrates não farão parte do próximo Governo e o pedido do Presidente e dos ex-presidentes no último 25 de Abril para que haja entendimentos alargados entre os principais partidos, no limite, só será aplicado no Parlamento. Pedro Passos Coelho insiste na ideia de que "ou haverá um Governo do PS ou haverá um Governo do PSD" porque "é importante que o país perceba que a alternativa a esta desgraça que foi gerada por seis meses de governação" só pode ser feita sem José Sócrates.

in Diário Económico - 09-05-2011

Programa do PSD

"Não é um programa cor-de-rosa, tem medidas difíceis, que muitos não gostarão, para responder à situação dramática do país". O líder do PSD assumiu ontem que as medidas previstas nas 122 páginas do programa eleitoral do partido prevêem uma profunda revolução do Estado, dos seus gastos, dos benefícios que concede e na, até agora, escassa participação de privados nas principais políticas públicas, como a saúde e educação.

in Diário Económico - 09-05-2011

Marcelo avisa que debates são decisivos

Marcelo Rebelo de Sousa considera que os debates televisivos entre os líderes vão ser decisivos para determinar a vitória nas legislativas de 5 de Junho. No debate de hoje Sócrates tentará dizer que apesar do desgaste deve continuar no Executivo, enquanto Paulo Portas se vai posicionar como alternativa. O segundo debate da semana, entre Pedro Passos Coelho e Jerónimo de Sousa, é considerado um "bom aquecimento" para o novo líder do PSD, que se está a estrear nestes debates televisivos pré-eleitorais. Mais complicado, segundo Marcelo, será o confronto entre Passos Coelho e Portas, que poderão ter de se encontrar num futuro executivo.

in Diário Notícias - 09-05-2011

A subir

Com a ajuda de Eduardo Catroga, Pedro Passos Coelho desenhou um programa eleitoral corajoso, coerente e que está ajustado às exigências colocadas pela ajuda externa. Corajoso porque não teve medo de dar aos portugueses a imagem do que é hoje o país e do que é preciso fazer, com dor, para Portugal recuperar o crescimento. Ajustado às exigências da troika porque ali estão consagradas muitas das medidas que se lêem no memorando de entendimento. Finalmente coerente porque as medidas estão integradas.

in Jornal de Negócios - 09-05-2011

Discurso de Sócrates caiu mal em Bruxelas

A declaração pública do primeiro-ministro português em Lisboa na passada terça-feira à noite, para "tranquilizar os portugueses" terá surpreendido a Troika com quem tinham acabado de negociar e provocado alguns calafrios aos responsáveis políticos em Bruxelas, pelo "sinal errado" que se enviava aos parceiros europeus que terão de aprovar o empréstimo daqui a uma semana, explicam fontes comunitárias na capital belga.

in Diário Económico - 09-05-2011

Petições na Net crescem com eleições

Cerca de 6.800 portugueses estão a exigir numa petição pública, na Internet, que o primeiro-ministro, José Sócrates, seja julgado em tribunal por "gestão danosa" de dinheiros públicos. Os peticionários exigem que os tribunais apurem "onde foram gastos os dinheiros públicos e quais as suas motivações" durante os dois governos de Sócrates, "que duplicou a dívida pública de Portugal e nos conduziu à bancarrota", lê-se na petição.

in Diário de Notícias - 09-05-2011

Politólogos avisam: Partidos terão que se entender

Os politólogos ouvidos pelo “Económico” defendem que, no actual momento, PS, PSD e CDS vão ter que dar aos portugueses o sinal de que conseguem entender-se. José Adelino Maltez lembra que o actual momento do país assenta em "circunstâncias excepcionais" e questiona mesmo a constitucionalidade da carta de conforto com que Passos Coelho deu o seu apoio ao pacote de austeridade assinado entre Sócrates e as equipas da Comissão Europeia, BCE e FMI. "Não tenho dúvidas que é manifestamente inconstitucional, nem um tratado internacional é". Mais: o politólogo estranha que o PS não tenha também dado o seu apoio ao documento: "O primeiro-ministro acumulou para este efeito essa função e a de líder do PS?", questionou.

in Diário Económico - 09-05-2011

domingo, 8 de maio de 2011

Afinal o PEC 4 chegava?

O governo diz que sim, mas eles não concordam.
Comissão Europeia: «Foi um ponto de partida que se concentrava apenas nas medidas fiscais. Não era suficientemente abrangente; não era suficientemente profundo em termos de reformas estruturais que estamos agora a propôr».
FMI: «O programa não era abrangente o suficiente e tinha algumas falhas em termos de reformas estruturais que são necessárias e ao nível do sector financeiro. Portanto, temos agora objectivos mais realistas dadas as circunstâncias de mercado».

In Expresso, 7 de Maio de 2011

PSD corta 50% nos assessores e nas entidades ligadas ao Estado

Em 100 páginas de programa eleitoral, que será hoje apresentado ao país por Pedro Passos Coelho, sob o lema "Mudar Portugal", o PSD compromete-se com um corte profundo nas despesas do Estado. Até final da legislatura, caso venha a formar Governo, o líder social-democrata quer reduzir os assessores dos gabinetes em 50% e reduzir também para metade a dimensão do Estado "paralelo", que comporta institutos, fundações e empresas municipais, soube o "DN". Os 18 governos civis são extintos.

in Diário de Notícias - 08-05-2011
in Jornal de Notícias - 08-05-2011
in Público - 08-05-2011
in Correio da Manhã - 08-05-2011

Sócrates sozinho

Manuel Maria Carrilho (PS), ex-ministro da Cultura do Governo de Guterres, disse ontem na TVI que José Sócrates “hoje não tem ninguém” quando noutras eleições tinha muitos economistas à sua volta.

in Correio da Manhã - Algarve – 08-05-2011

Crimes e castigos

Alberto Gonçalves assina um artigo de opinião no qual diz: "Também podíamos falar da promessa do eng. Sócrates de que nunca governaria sob as directivas do FMI (...). Ou do modo como se apresentaram as directivas enquanto um mero desenvolvimento do PEC IV (...). Ou da tese de que a entrada da troika resultou do "chumbo" do PEC IV (dois delegados da troika explicaram que o atraso no pedido de ajuda agravou a situação e, entre outras coisas, aumentou o desemprego). Ou do orgulho com que se divulgou o ano adicional para correcção do défice (há meses, Passos Coelho pedira-o a Bruxelas e acabou insultado cá dentro). Ou da genérica tentativa de vender o acordo com a "troika" a título de sucesso negocial, quando o acordo, demolidor para as alucinações do Governo (das obras públicas às 'renováveis'), inevitavelmente acode aos desastres provocados por quem em seis anos contraiu uma dívida pública equivalente à dos 23 anos e não sei quantos governos anteriores."

in Diário de Notícias - 08-05-2011

sábado, 7 de maio de 2011

Pedro Passos Coelho avisa que não governará com o PS

Ontem à noite no final do jantar comemorativo do 37° aniversário do PSD, em Santa Maria da Feira, que juntou cerca de 3.300 convidados, Passos Coelho afastou qualquer possibilidade de vir a governar com o PS. "No Governo ou vai estar o PS ou vai estar o PSD”. O líder do PSD reafirmou que o que aconteceu nestes seis anos de governação socialista "não tem perdão" e que "tudo o que o este Governo se propôs fazer para resolver o problema económico e financeiro do país resultou num fiasco e num enorme fracasso e não foi por falta de apoio". "De que é que se queixa este governo?", perguntou. "Precisamos de acabar com a batota que existe no país. Nós vamos dar transparências às nossas contas", declarou, garantindo que colocará as contas em ordem.

in Público – 07-05-2011
in Diário de Notícias – 07-05-2011
in Diário Notícias – 07-05-2011

António Capucho sobre as eleições

O PSD não está descansado com os resultados das últimas sondagens que dão tudo em aberto para o dia 5 de Junho. "É enigmático que a esta altura se mantenha a intenção de voto no Governo tão alta", disse o conselheiro de Estado e ex-secretário-geral do PSD, António Capucho. Um resultado que se justifica pelo facto de "não se conhecer em suficiente detalhe a capacidade de Passos Coelho e da sua equipa", justifica o conselheiro. Mas o problema coloca-se sobretudo a nível da mensagem, diz Hermínio Loureiro. O membro da comissão política nacional do partido acredita que "não tem sido fácil passar a mensagem", porque "tem havido muito ruído”.

in i - 07-05-2011

Dois meses alucinantes na política portuguesa

Entre 9 de Março e hoje, passam quase dois meses. Sessenta dias que foram dos mais agitados que a política portuguesa viveu nas últimas décadas. Um Governo sem maioria apresentou o quarto pacote de austeridade num ano. O Parlamento chumbou-o. O primeiro-ministro demitiu-se. O Presidente da República tomou posse e teve de marcar eleições antecipadas. Os juros da dívida atingiram valores recorde. Portugal teve de pedir ajuda externa pela terceira vez em democracia.

in Expresso – 07-05-2011

Óbvio...

“Fernando Ulrich, na quinta-feira, disse aquilo que devia ser óbvio para toda a gente: ‘Estou agradecido a quem fez cair o Governo’. Eis uma evidência. O actual primeiro-ministro transformou a ajuda externa num diabo, explicando que o país entraria em colapso com a sua chegada. Fez isso contra todos os avisos (…) Sucede que o que impressiona na história portuguesa não é apenas José Sócrates é Pedro Passos Coelho. O líder do PSD não foi capaz, como Popper, de dizer o óbvio e isso faz toda a diferença. (…) Portugal, sabia-se, precisava de ganhar competitividade nas empresas, reduzir a montanha de divida pública e privada, reduzir o tamanho do Estado e reformar a justiça. Na verdade, isto foi defendido pelo PSD. Mas o seu líder não o lembra com convicção, dia após dia”. A opinião é de Martim Avillez Figueiredo.

in Expresso – 07-05-2011

Em baixa...

Altos e Baixos

José Sócrates está em baixo: Não fosse estarmos na penúria e todos estaríamos a tirar o chapéu ao ainda primeiro-ministro pela excelente representação aquando do anúncio do novo pacote de medidas de austeridade. Conseguiu levar a que os portugueses suspirassem de alívio porque afinal a intervenção externa não é tão má quanto se temia. Mas não se livrou de ouvir os representantes da troika virem dizer que se a ajuda tivesse sido pedida há mais tempo, ter-se-ia evitado chegar ao ponto de ruptura onde se chegou.

in Expresso - Economia - 07-05-2011

Comprar carro...

Figura da semana: José Sócrates

Uma sondagem publicada pelo "CM" indica que 36,9% dos eleitores comprariam um carro em segunda-mão a José Sócrates. É um número que não espanta: se nos últimos anos os portugueses lhe compraram centenas de carros em primeira mão, a ele, aos seus ministros, secretários e subsecretários, gestores públicos, boys e girls de quem nem sabem o nome, porque é que não haviam de comprá-los uma segunda vez?


in Correio da Manhã - 07-05-2011